quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Anatel quer meta de qualidade de banda larga


A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) vota hoje (4) proposta que estabelece pela primeira vez metas de qualidade a serem cumpridas pelas prestadoras de banda larga fixa.
Segundo relatório da agência, as empresas deverão entregar aos consumidores pelo menos 60% da velocidade de internet que foi contratada, em uma média mensal. Hoje não existe uma obrigação, portanto, muitas vezes os usuários acabam utilizando uma internet bem mais lenta do que aquela que foi contratada.
Segundo a relatora do Regulamento de Gestão da Qualidade do Serviço de Comunicação Multimídia, conselheira Emília Ribeiro, a meta a ser cumprida pelas empresas está de acordo com as recomendações do Comitê Gestor de Internet e deve aumentar gradualmente até chegar a 80% da velocidade contratada. Ela acredita que a proposta não vai encontrar resistência das prestadoras nem dentro da Anatel.
“Há um consenso por causa do Plano Geral de Metas de Universalização [PGMU], a presidenta Dilma exigiu que a gente se dedicasse a essa questão, então isso está na pauta e deve ser aprovado”, disse Emília, em entrevista à Agência Brasil, ao comentar as negociações para a elaboração do plano de telefonia fixa, que deixou de fora metas de qualidade, com a garantia de que o governo estabeleceria essas obrigações em regulamentos separados.
A medição será feita por meio de um software, que deverá ser oferecido pelas próprias prestadoras para que os consumidores possam conferir se a velocidade contratada está sendo entregue. Os dados também serão computados pelas prestadoras e encaminhados para a Anatel. No caso de descumprimento das obrigações, a empresa poderá ser multada e até impedida de comercializar novos acessos por um tempo determinado.
Depois de aprovada pelo conselho diretor da Anatel, a proposta vai ficar em consulta pública por 30 dias, juntamente com a atualização do Regulamento do Serviço de Comunicação Multimídia, que determina obrigações para os provedores de acesso à internet.

Nave vai levar bonecos LEGO ao espaço


 Quando a nave Juno decolar amanhã de manhã rumo ao planeta Júpiter, estará levando consigo três tripulantes inusitados: dois deuses romanos e o ilustre cientista Galileu Galilei.
As figuras, bonecos LEGO de pouco menos de 4 cm de altura, passarão a orbitar o maior planeta do Sistema Solar.
Elas fazem parte de uma parceria educacional da Nasa com a LEGO para incentivar crianças  a gostarem de tecnologia, engenharia e pesquisa espacial. Além disso, os personagens selecionados são bastante significativos.
O deus romano Júpiter dá nome ao planeta-destino da missão; já Juno, sua esposa na mitologia, batiza a nave da Nasa, enquanto Galileu fez varias descobertas importantes sobre o planeta -  incluindo suas quatro maiores luas (chamadas luas Galileanas em sua homenagem).
A janela de lançamento da nave Juno ocorre de 5 a 26 de agosto, mas sua decolagem deve ocorrer já amanhã de manhã. Ela deve percorrer 2.800 milhões de km e chegará a Júpiter em 2016; Juno ficará apenas em sua órbita, estudando a origem de sua estrutura, atmosfera e magnetosfera e tirando fotos coloridas em close do planeta. 
O deus romano Júpiter é, na mitologia Grega, Zeus – por isso, o boneco segura raios em sua mão. Já sua esposa, Juno, é a grega Hera. Ela teria avistado Júpiter entre as nuvens, assim sua representação em LEGO segura uma lente, que representa sua busca pela verdade.
Já Galileu Galilei segura um telescópio.

Koobits cria estante de livros virtuais no seu computador

Koobits é um software cujo objetivo consiste em propiciar ao usuário a criação de uma estante virtual a partir do computador. Com ele, é possível adicionar livros de diversos gêneros, sejam eles pagos ou gratuitos.
A interface do aplicativo é bem moderna e intuitiva. Assim, o leitor não irá encontrar muitas dificuldades em se familiarizar com a ferramenta, principalmente porque contém funções de fácil acesso por meio de vários ícones.
Outro ponto interessante está na interatividade proporcionada pela ferramenta. Ao fazer a leitura de um livro, o qual pode conter animações ou não, o usuário pode fazer anotações, grifar, carimbar, aumentar a resolução do livro, recortar, entre outas tarefas.
Porém, usuários sem muito conhecimento em inglês podem encontrar dificuldade porque todos os livros disponibilizados estão em inglês. No entanto, é possível optar pela importação de e-book a fim de tentar contornar o problema.

Ferramenta promete sair do loop infinito

Cientistas do MIT desenvolveram uma nova ferramenta capaz de interromper os loops infinitos.
Muito provavelmente, todo ser humano que já passou algum tempo razoável em frente a um computador se deparou em algum momento com essa “falha” dos programas: de repente, ele trava, simplesmente para de funcionar e não adianta mover o mouse, clicar ou dar “enter”.
Por fim, você simplesmente decide desligar tudo e recomeçar, perdendo o que quer que não estivesse salvo. Na maioria dos casos, um programa apresenta este comportamento quando entra no chamado “loop infinito”, ou seja, executando um mesmo bloco de códigos sem parar.
Os loops estão entre as tarefas mais básicas de um software. Eles permitem que um programador especifique, em um único passo, um procedimento que precisa ser realizado em muitas sequências de dados. Por exemplo, buscar uma palavra em um editor de texto, como o Word. O programa precisa comparar cada letra com o termo da busca e, se não encontrar a combinação, tem que partir para a próxima palavra e dar um “loop” para reexecutar o código que faz a comparação.
Um programa pode conter dezenas de milhares de loops, e um pequeno erro no código de qualquer um deles pode levar a um loop infinito – ou seja, quando o computador não consegue parara de repetir uma mesma operação.
Foi para tentar resolver esse problema que a equipe do Massachusetts Institue of Technology, liderada por Martin Rinard, desenvolveu uma ferramenta chamada Jolt.
Ela automaticamente interrompe a repetição infinita e obriga o programa a seguir para a próxima linha de código – e faz isso porque reconhece os loops ao monitorar a maneira como o programa usa a memória.
Se um usuário acredita que um software entrou em loop infinito, só precisa ativar o Jolt para que ele comece a tirar uma série de “retratos” da memória do computador. Ele trabalha em parceria com um compilador, um programa que traduz o que está escrito em linguagem de programação para uma linguagem que o computador possa entender. Quando uma aplicação está sendo compilada, o Jolt marca o começo e o fim de cada loop indicado no código fonte. Se ele notar alterações de execução a cada loop, provavelmente o programa está fazendo algo útil; no entanto, se não estiver, ele acusa a repetição infinita e simplesmente o força a pular para a próxima instrução.
Em testes, os pesquisadores restauraram cinco programas que conseguiram, no mínimo, salvar o trabalho que já havia sido feito. O problema é que, com o Jolt, os software ficam entre 7% e 8% mais lentos.
O MIT apresentou o Jolt na  25ª  Conferência Europeia em Programação Orientada a Objeto, em julho, na Inglaterra. No momento, os pesquisadores trabalham também em uma versão que opera diretamente em aplicações compiladas, cujas instruções consistem em sequências binárias. O nome da ferramenta será Bolt.

Nasa acha indício de água salgada em Marte


A Nasa anunciou hoje que pode ter encontrado os primeiros indícios da existência de água líquida em Marte.
O achado seria tão salgado quanto os oceanos terrestres, e reforçaria ainda mais a posição do planeta vermelho como futura colônia de exploração humana.
Em um trabalho publicado na Science, Alfred McEwen, da Universidade do Arizona, descreve curiosas formações sazonais que aparecem em algumas encostas marcianas. McEwan é o principal pesquisador da High Resolution Imaging Science Experiment (HiRISE), a câmera super-potente que fotografa o planeta a bordo da nave Mars Reconnaissance Orbiter.
As novas imagens  revelaram possíveis fluxos de água, que aparecem somente durantes os meses mais quentes de Marte. As marcas escuras, em formas de dedos, se estendem abaixo de alguns barrancos do final da primavera ao verão, mas somem durante o inverno, somente para retornar no ano seguinte.
Ao longo dos anos, essas mesmas marcas vêm se repetindo em latitudes médias do hemisfério sul do planeta. Em alguns locais, são mais de mil marcas individuais que variam de 0,5 a centenas de metros de comprimento. Entre todas as hipóteses possíveis, a que melhor explica o fenômeno é o fluxo de água levemente salgada.
O sal diminui a temperatura de congelamento da água, por isso, mesmo locais abaixo da terra conseguiriam sustentar água líquida no verão. A água pura, por outro lado, congelaria nas temperaturas observadas.
A cor escura seria explicada pelo fato de a água salgada rearranjar os grãos do solo ou mudar a espessura da superfície, fazendo material de outra cor aparecer. Como essas regiões retornariam a sua cor natural no inverno, no entanto, ainda permanece um mistério
A tese vai de acordo com outras descobertas em Marte. Gelo, por exemplo, já foi encontrado em latitudes maiores; depósitos de sal no planeta também sugerem que, um dia, Marte teve água salgada em abundância, como a Terra.
A possibilidade de água líquida é bastante interessante para os planos da Nasa de enviar uma missão tripulada a Marte. Em comunicado, o administrador da agência, Charles Bolden, reforça a tese, dizendo que o trabalho reafirma a posição do planeta como um importante destino para exploração humana no futuro.

Anatel aprova regras para banda larga


Os fornecedores de internet banda larga que tenham mais de 50 mil clientes terão de entregar aos usuários pelo menos 60% da velocidade média contratada nos planos, segundo proposta de regulamento de qualidade para o serviço aprovada hoje pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).


A regra, que ainda passará por consulta pública, também prevê a elevação da exigência para 70% em 12 meses, e para 80% após outro ano.


De acordo com o presidente da Anatel, Ronaldo Sardemberg, o regulamento estava previsto no decreto do Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU), e ainda pode sofrer ajustes até a aprovação final, após a consulta pública. Segundo ele, as normas de qualidade só atingem as 13 prestadoras com mais de 50 mil clientes no País, como um estímulo as 2.987 menores companhias que terão que alcançar naturalmente esses padrões para se consolidarem.
"A proposta também prevê que o próprio usuário tenha oportunidade de efetuar a medição da velocidade por meio de um software gratuito que será fornecido pelas operadoras", acrescentou Sardemberg.
Além da velocidade média de no mínimo 60% do contratado nos planos de banda larga, chegando a 80% daqui a dois anos, a proposta de regulamento de qualidade aprovada hoje pela Anatel prevê que o serviço não poderá ser interrompido por mais de 7 horas e 12 minutos por mês, no primeiro ano de vigência da norma. A proposta, também estipula que essa tolerância caia para 3 horas e 36 minutos após 12 meses.
As regras que serão aplicadas às 13 empresas que detém mais de 50 mil usuários no País, impõem uma meta de ocupação de no máximo 80% das redes. Para se evitar um sobrecarga do tráfego de dados, as operadoras deverão ampliar suas redes em um prazo de até 30 dias, sempre que o uso das redes alcançarem 90% da capacidade.
Apesar da velocidade média mensal no início da vigência do regulamento ser de 60%, a chamada velocidade instantânea - que poderá ser medida pelo usuário via um software gratuito fornecido pela operadora - poderá ser de no mínimo 20% em até 95% das aferições. Nos anos seguintes, essa tolerância passará para 30% e 40%.
Além disso, as maiores operadoras de banda larga terão que manter serviços de atendimento por telefone a exemplo das empresas de telefonia, com prazos específicos para o atendimento das demandas dos usuários. O cumprimento das metas de qualidade, porém, só será cobrado pela Anatel a partir do nono mês após a entrada em vigor do regulamento.
Novas empresas
Para estimular a entrada de novas empresas no mercado brasileiro de banda larga, a proposta de regulamento de qualidade do serviço aprovada hoje pela Anatel reduz os preços cobrados pelaautorização para que empresas menores entrem em operação.
Atualmente, a outorga custa R$ 9.000, independentemente do tamanho e do alcance das prestadoras. Pela proposta que ainda irá a consulta pública, o custo para operadoras municipais de banda larga cairá para apenas R$ 400, enquanto as operadoras estaduais terão que pagar R$ 1.200 pela licença. O preço atual continuará valendo para as empresas de atuação nacional.
Além disso, o número de documentos exigidos pela Anatel para a concessão de licenças também deve diminuir. A agência propõe o fim dos bloqueios aos pequenos provedores nas redes que pertençam às maiores companhias.

Senado aprova sistema pré-pago de energia



Para o autor da proposta, a gratuidade estimulará as famílias mais carentes a sair da clandestinidade, tornando-se consumidoras regulares das concessionárias de distribuição de energia. “Os conflitos que hoje são provocados por furto de energia e cortes de fornecimento, tão onerosos tanto para as concessionárias quanto para a sociedade como um todo, devem diminuir muito”, argumenta Gim Argello, na justificativa do projeto.
Durante a audiência pública, o senador Lobão Filho (PMDB-MA) propôs a elaboração de um projeto de lei em conjunto para impedir que, na  modalidade pré-paga de fornecimento de energia, os preços acabem ficando mais altos para os consumidores.
A Comissão de Infraestrutura do Senado aprovou hoje (4) projeto de lei que prevê a gratuidade de até 50 quilowatts-hora de energia elétrica para os consumidores de baixa renda que aderirem ao sistema de conta pré-paga no setor de energia, que ainda deverá ser regulamentado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
De acordo com o Projeto de Lei 365/09, de autoria do senador Gim Argello (PTB-DF), a gratuidade será financiada pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que é um encargo setorial cobrado na conta de luz. A matéria terá decisão terminativa na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).